De olho nas redes de proteção Por Eleni Trindade São Paulo, 13 (AE) - Enquanto a certificação não vem, fazer a troca periódica. Essa é a regra básica para quem usam em apartamentos as redes de proteção colocadas em janelas.

Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), não há registro de acidentes no Estado ocasionados por falha das redes, mas elas não têm certificação de órgãos oficiais e precisam ser trocadas com frequência devido ao desgaste do material.

"Elas são usadas por questão de segurança e devem ser aprovadas em assembleia no condomínio, mas não há regras específicas", afirma Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi. Como não existe uma norma própria para as redes de proteção, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e também não há uma certificação de um órgão oficial para esse tipo de produto, o consumidor deve tomar alguns cuidados.

Deve-se procurar empresas reconhecidas ou recomendadas por quem já usou o serviço, verificar se elas possuem algum tipo de certificação independente e questionar o instalador sobre o prazo de garantia e de durabilidade da rede", aconselha Márcia Christina Oliveira, técnica do Procon de São Paulo.

É bom lembrar, assinala Márcia, que não basta comprar, instalar e esquecer da rede. "A empresa deve informar ao consumidor quais os cuidados necessários para a conservação do dispositivo e quanto tempo depois ela deve ser trocada, pois os raios solares e outros fatores climáticos contribuem para o desgaste do material e para a eficácia da proteção que ela oferece."

Os fabricantes fazem testes periódicos em institutos independentes como o Instituto Falcão Bauer e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os ensaios mais comuns, segundo técnicos do Falcão Bauer, verificam a resistência das redes a tensões e impactos, mas não geram conclusão, não atendem normas específicas porque são apenas para controles de processos de produção e a frequência com que eles são feitos varia conforme o fabricante.

Richard Phal, responsável pelo Laboratório de Têxteis do IPT, lembra, ainda, que os fabricantes fazem os testes porque têm interesse em conhecer o desempenho do seu produto quando ele passa por alguma mudança no processo de fabricação. "Outra demanda é quando um comprador solicita um laudo mais detalhado ou recente sobre a rede", explica ele. Os ensaios mais comuns feitos no IPT avaliam a durabilidade e resistência das redes aos raios ultravioleta e resistência mecânica e força de ruptura das redes.

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