De cueca a tv de plasma: bazar vende bens do traficante Juan Abadía em São Paulo

SÃO PAULO - Começou nesta terça-feira em São Paulo, no Jockey Club, um bazar beneficente para a venda de bens pessoais apreendidos na chamada Operação Farrapos, que desarticulou uma organização internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e prendeu um dos seus principais integrantes, o traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía.

Redação com Agência Estado |

O bazar acontecerá de hoje até domingo, das 12h às 20h, e a entrada é gratuita. Entre os itens à venda, estão 89 cuecas (R$ 1 cada), kit de pratos e copos da Hello Kitty, além de quadros, TVs de plasma, geladeiras, roupas, guitarra, patins, pé-de-cabra, garrafas de bebibas, filmadora e outras centenas de artigos.

De acordo com a Justiça Federal, excepcionalmente na quarta-feira haverá um leilão das 20h às 24h para bens de maior valor, como relógios, carros, canetas e bicicletas.

No dia 13 de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, conceder a extradição do traficante colombiano para os Estados Unidos. A decisão foi encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que define se o traficante será extraditado ou não.

O caso

AE
Até as cuecas do traficante estão à venda
O traficante colombiano é o líder da organização criminosa deflagrada pela "Operação Farrapos" e praticou diversos delitos no Brasil, dentre eles, o de lavagem de valores e crimes contra a fé pública.

Após sua chegada no País, no ano de 2004, teria arregimentado diversas pessoas que asseguraram sua permanência clandestina no Brasil, com vistos em passaportes falsificados.

Segundo a Polícia Federal, mesmo escondido no País, Abadia não deixou de ser o todo-poderoso do cartel de drogas da Colômbia. Em uma das mensagens enviadas de São Paulo aos comparsas na Colômbia, o traficante alerta sobre a necessidade de mudar rotas da cocaína e autoriza a transferência de US$ 250 mil, que seriam para subornar autoridades da Colômbia.

A análise nos computadores de Abadia também revelou que ele fez nada menos que 78 plásticas no rosto e no corpo, durante os três anos de esconderijo no Brasil. Um criminoso de muitas identidades falsas e dono de um grande segredo. Peritos e policiais ainda não descobriram o paradeiro do dinheiro do traficante no Brasil: US$ 117 milhões, segundo as investigações.

Alguns dos outros denunciados também teriam participado de suas ações, auxiliando-o na aquisição de diversos bens móveis e imóveis com recursos ilícitos advindos do narcotráfico internacional.

Nos EUA, o traficante responde acusações por lavagem de ativos, associação para o tráfico internacional de drogas e homicídios.

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