De carona em filme de Tim Burton, moda de Alice chega às ruas Por Caline Migliato São Paulo, 15 (AE) - A Rainha de Copas, o Chapeleiro Maluco e o Gato Risonho já passeiam por São Paulo. Os personagens mais famosos do conto Alice no País das Maravilhas chegaram à cidade antes mesmo da estreia nacional do filme de Tim Burton sobre a fábula, anunciada para a próxima semana.

O mundo de Alice aparece em sapatos, joias, bolsas, camisetas e até em itens de decoração. Na mistura do romântico com o surrealismo, o desafio é usar motivos infantis sem cair na inocência exagerada.

A stylist Renata Vieira conta que a inspiração infantil remonta da década de 1980, quando se recorria às tribos - como os punks, góticos e hippies. "O look fica mais interessante quando se mescla diferentes estilos, como uma camiseta da Alice com um coturno, por exemplo. No mesmo look você pode ter a referência romântica junto com a moderna e fica equilibrado", sugere.

Outra dica é que todos os itens do look estejam em harmonia de cores, materiais, texturas e estilos. "Os elementos precisam conversar entre si. Hoje, há uma liberdade muito grande para combinar diferentes materiais, mas é importante analisar o contexto da roupa", diz.

Renata recomenda cuidado com os tons pastel, que geralmente remetem ao universo infantil, e também com detalhes muito delicados, como laços e babados. "Em um ambiente de trabalho passa uma imagem frágil e delicada", opina.

Professor de moda da Faculdade Santa Marcelina, Márcio Bandi diz que a mulher precisa saber identificar que se trata de um mundo da fantasia. "Não dá para usar um look completo da Alice", adverte.

Banfi explica que é mais fácil coordenar estampas do que modelagens. Por exemplo: uma camiseta com motivos de Alice qualquer um pode usar e fica bem com vários looks. Já para um vestidinho de babados, o uso é mais restrito. "O termômetro é a pessoa que está vestindo as peças. Quanto mais jovem, mais possibilidades de combinação. E vale ressaltar que tudo em exagero fica fantasioso demais. É preciso encontrar um equilíbrio", explica. Afinal, ninguém precisa incorporar o personagem.

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