David Goldman vai deixar avó ver S., diz advogada

A advogada de David Goldman, Patricia Apy, disse ontem que o norte-americano está disposto a permitir que o filho S., de 10 anos, seja visitado pela avó materna do garoto, Silvana Bianchi, desde que o encontro seja acompanhado por um psicólogo.

Agência Estado |

Mas não estabeleceu data para isso ocorrer.

Em março, Silvana foi a Nova Jersey (EUA), onde Goldman vive com S., mas a Justiça local proibiu a visita. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu que o garoto deveria ser entregue pela família brasileira ao pai, que queria levar S. para os Estados Unidos. Na época, Goldman informou que permitiria as visitas dos parentes brasileiros do filho.

"Nós avisamos Silvana Bianchi e o marido (em janeiro deste ano) que teríamos de passar por um processo para lidar com a relação entre S. e a família materna. Isso tudo é complexo porque David ainda está conhecendo o garoto", ressaltou Patricia, em entrevista à Associated Press. "Trata-se de um processo em que eles (os avós maternos) não precisam estar envolvidos."

No sábado, o advogado Sérgio Tostes, que representa a família brasileira do garoto S., disse que vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey. Conforme o advogado brasileiro, só houve um encontro da avó com o garoto desde o Natal, mas "foi um fracasso total", por causa das "restrições". "Ele não quer ficar lá. S. conseguiu mandar um e-mail escondido do pai, usando um videogame, e disse que está muito infeliz, morrendo de saudade e inseguro."

Ontem, Patricia Apy ressaltou que o menino se adapta bem à vida fora do Brasil e está frequentando a escola. Ela afirmou que, por enquanto, David Goldman não dará declarações sobre a disputa com a família materna. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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