Dantas é investigado por grampos ilegais, diz Protógenes em CPI

BRASÍLIA - Sob alegação de limitação legal, o delegado federal Protógenes Queiroz evitou confirmar se o grupo do banqueiro Daniel Dantas chegou a quebrar sigilos telefônicos na disputa da Brasil Telecom - empresa a qual o iG pertence. Porém, segundo o delegado, existem investigações na 5ª e 6ª Vara Criminal de São Paulo sobre o assunto. Existe a suspeita de que Dantas teria contratado a empresa Kroll para espionar concorrentes.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |


O delegado também afirmou não poder responder quando as interceptações telefônicas feitas pela PF a Daniel Dantas começaram. No entanto, declarou que o trabalho de investigação começou em 2004. Os deputados devem questionar sobre qual foi o tempo total de escutas. Quase quatro anos é tempo demais, disse o deputado Walderlei Macris (PSDB-SP). 

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), onde o delegado depõe nesta tarde, perguntou a Protógenes se ele preferia tornar reservada a audiência, mas o delegado decidiu manter a audiência pública, pois ele seguiria impedido de fornecer informações sobre a operação que comandou recentemente.

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas, na Câmara dos Deputados, destinada ao depoimento do delegado da Polícia Federal (PF), Protógenes Queiroz, começou pontualmente às 14h30 desta quarta-feira. 

O delegado, que tentou evitar sua participação por meio de mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), compareceu munido de livros, entre os quais a Constituição Federal.

O interesse no depoimento do delegado que conduziu a Operação Satiagraha aumentou depois que o STF concedeu a 17 empresas de telefonia o direito de não entregar à CPI dados sobre grampos realizados no ano passado.

A PF teria tido acesso aos dados, utilizados nas investigações de crimes financeiros que levaram à prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do mega investidor Naji Nahas.

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