Dantas diz que Polícia Federal adulterou provas para incriminá-lo

BRASÍLIA - O banqueiro Daniel Dantas disse à CPI dos Grampos nesta quinta-feira que a Polícia Federal adulterou provas e promoveu escutas clandestinas para incriminá-lo na operação Satiagraha. De acordo com ele, a equipe do delegado afastado Protógenes Queiroz, que comandou a operação, mutilou gravações, adulterou trechos e datas de diálogos e ¿desapareceu¿ com os áudios originais.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

[As] gravações [foram] mutiladas, tem enxertos, subtrações, não correspondem a datas e os originais desapareceram, não existem os originais, tudo [está] baseado em cópia. As gravações estão adulteradas, disse.

Questionado pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) se ele seria, então, uma vítima de adulteração de provas por parte da Polícia Federal, Dantas respondeu que sim.

Sobre a existência de escutas clandestinas, Dantas disse que a estrutura do delegado Protógenes Queiroz, foi responsável por realizar mais de 300 mil horas de grampos, alguns autorizados pela Justiça, outros não. Disse ainda não saber se a Abin ou a PF realizaram as escutas ilegais.

Além disso, Dantas ter uma forte suspeita que a Polícia Federal estaria vazando informações estratégicas de suas empresas para a concorrência. No caso da Satiagraha nós sentimos que eram constantes a antecipação de nossas iniciativas. Até o momento que ficou tão claro que não teria como terem informação a não ser com interceptação (...) Então os elementos são tais que me permitem a forte suspeita [sobre a PF vazar informação para a concorrência].

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