Daniel Dantas presta terceiro depoimento à Polícia Federal

SÃO PAULO - O banqueiro Daniel Dantas chegou por volta das 14h20 desta sexta-feira à sede da Polícia Federal em São Paulo para prestar novo depoimento à Justiça. Esta será a terceira vez que Dantas depõe. Além do banqueiro, outras nove pessoas ligada à Operação Satiagraha vão depor nesta sexta.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

O advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, disse ao chegar no prédio da Polícia Federal, que seu cliente e as outras pessoas que prestarão depoimento não devem responder as perguntas do delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações da operação.

De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Federal, as pessoas que prestam depoimento hoje são: Verônica Valente Dantas (esposa de Daniel Dantas), Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Maria Amália Delfim de Melo Coutrim, Dório Ferman, Danielle Silbergleid Ninio. Todas elas fazem parte do Grupo Opportunity.

Suspeitas

As principais suspeitas contra Dantas estão relacionadas à manutenção e gestão do Opportunity Fund, nas Ilhas Cayman, e da falta de comunicação aos órgãos públicos e de controle interno de movimentações financeiras atípicas nas contas de correntistas do banco.

Nesta sexta-feira, o delegado Protógenes Queiroz deve se afastar do caso. Segundo a PF, na próxima segunda-feira, ele começa um Curso Superior de Polícia, voltado para o aperfeiçoamento e a atualização dos profissionais.

Com isso, o relatório do delegado deve ser finalizado e entregue até o final do dia. No documento, será possível saber se Dantas será indiciado. Além do banqueiro, sua irmã, Verônica, e sua mulher, Maria Alice, também podem ser indiciados hoje os funcionários ou sócios do grupo Opportunity: Carlos Rodenburg, Arthur Joaquim de Carvalho, Danielle Ninnio, Dorio Ferman, Norberto Aguiar, Eduardo Penido, Maria Amália Coutrim, Rodrigo de Andrade, Itamar Benigno Filho e Paulo Moysés.

O indiciamento é o ato final do trabalho do policial. Depois que o relatório é finalizado, ele é analisado pelo Ministério Público Federal, que decide se apresenta ou não denúncia à Justiça Federal.

Procurado pela reportagem, o advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, não quis comentar sobre o depoimento do cliente.

Confusão no afastamento do caso

AE
Protógenes Queiroz comandou investigações
Em uma reunião no dia 14 de julho, o delegado Queiroz teria exposto sua situação com o curso e dito que poderia cuidar dos inquéritos policiais aos sábados e domingos, idéia que não teria sido acatada pelos outros diretores pois a tal procedimento quebraria, entre outras, a regra de dedicação exclusiva exigida de todos os participantes na fase presencial.

Na quinta-feira, a Polícia Federal divulgou gravações da reunião entre o delegado Protógenes Queiroz e seus superiores, na qual teria se decidido pelo afastamento do delegado do caso.

Porém, os áudios, alguns editados e com trechos inaudíveis, não esclarecem se houve pressão da cúpula da PF ou se Protógenes deixou clara sua opção pessoal para desistir do caso. (Leia a transcrição e ouça os áudios aqui )

Conforme a Polícia Federal, ao final do curso Protégenes Queiroz pode reassumir o comando das investigações.

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