O presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Edílson de Paula Oliveira, acusou hoje, em nota oficial, o governador José Serra (PSDB) de ludibriar a opinião pública, ao citar a entidade como uma das culpadas pelos confrontos entre policiais civis grevistas e militares, hoje, no Morumbi, zona sul da capital paulista. Na nota, Oliveira manifestou integral apoio à campanha de associações e sindicatos de policiais civis por melhores condições de trabalho e ao funcionalismo público estadual na luta contra a precarização dos serviços públicos, que, de acordo com ele, se aprofunda no mandato de Serra.

"Defendemos o respeito ao direito constitucional de greve e ao diálogo, que não acontece na administração tucana e atinge ainda trabalhadores de outros setores, como a saúde, a educação e até mesmo a Nossa Caixa, tratados como criminosos pelo governo do PSDB", afirmou, no comunicado.

Segundo o presidente da CUT-SP, o governador de São Paulo "usa" a segurança pública para fugir de um entendimento e fica "encastelado" no Palácio dos Bandeirantes. Oliveira afirmou ainda que todas as centrais sindicais estavam representadas na passeata de hoje.

"Certamente, o conflito seria evitado se o governo respeitasse a população paulista, a quem serve o funcionalismo público, e respeitasse a data-base dos servidores (1º março) aprovada em 2006 pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo", disse o texto.

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