Custo das eleições municipais é de R$ 523 milhões, diz TSE

BRASÍLIA - As eleições de hoje custaram aos cofres públicos cerca de R$ 523 milhões. A parcela maior dessa conta foi com o contrato com a empresa responsável pelas urnas eletrônicas, que segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ayres Britto, ficou em R$ 462 milhões.

Valor Online |

O ministro informou que em 2008 foi repetida contratação da Diebold Procomp, mesma empresa que operou as urnas que colhem os votos em 2004.

Ayres Brito disse que em 2004, a empresa de capital americano e brasileiro recebeu R$ 350 milhões pela operação. O custo global daquela eleição foi de R$ 420 milhões, disse ele, ao comentar sobre o aumento no número de eleitores e, por consequência, também de urnas utilizadas. Para cerca de 130,6 milhões de eleitores cadastrados neste ano, há quatro anos os números do TSE apontavam 121,39 milhões.

Durante o balanço final do pleito, o ministro disse ter voltado atrás e não defende mais o voto facultativo no Brasil. Tal mudança, explicou, é recente e foi motivada após debates com cientistas políticos. Ele disse ter chegado à conclusão de que " a cultura brasileira é mais compatível com o modelo do voto obrigatório do que do voto facultativo, pois o modelo facultativo pode excluir o direito de analfabetos e isso seria uma desativação de cidadania " , afirmou Ayres Britto
O TSE informou ainda que no total foram registradas 4.787 ocorrências por irregularidades eleitorais, com 1.838 prisões, 214 de candidatos detidos por crimes eleitorais em todo o país.

(Valor Online)

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