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Curitiba faz acordo para combater drogas em boates

Um acordo entre a Secretaria Municipal Extraordinária Antidrogas de Curitiba e proprietários de casas noturnas que tocam música eletrônica e promovem festas rave permitirá a intensificação do trabalho de prevenção e combate às drogas. Não adianta apenas proibir o funcionamento das casas, afirmou o secretário Fernando Francisquini.

Agência Estado |

"Ao invés disso, chamamos os empresários para conversar, compartilhando responsabilidades."

No acordo, consta a instalação de câmeras de vídeo em pontos estratégicos das casas e nas grandes festas realizadas na Grande Curitiba. Serão produzidos DVDs, que ficarão armazenados na secretaria, podendo ser usados para investigações policiais. "Teremos um banco de imagens", disse. Como os aparelhos não podem ser colocados nos banheiros, a prefeitura fará treinamentos e estabelecerá uma metodologia de trabalho a vigilantes de empresas cadastradas na Polícia Federal (PF) para que possam identificar e saber agir em caso de tráfico e uso de drogas.

Os empresários também se comprometeram a desenvolver material gráfico educativo sobre o consumo de entorpecentes, que será distribuído nas casas e festas. "Eles abriram as portas para o trabalho dentro das casas", afirmou Francisquini. Além disso, a administração municipal criará um canil para animais treinados na identificação de drogas. Segundo ele, o objetivo é mais preventivo. "Seria hipocrisia dizer que não entrará mais droga, mas terão de se desdobrar para fazer isso", afirmou. "Tem de trabalhar firme, senão perde o controle, mas acho que dará resultado em pouco tempo."

A intenção do Poder Executivo municipal de fortalecer o combate à droga veio ao encontro do desejo dos empresários de casas noturnas, que pretendiam demonstrar a repulsa contra os entorpecentes. "Somos profissionais e não queremos ficar malfalados", disse o promotor de eventos Riad Omairi, entusiasta do acordo. Segundo ele, existem alguns "não-profissionais" que se descuidam das medidas de segurança e maculam a imagem do ramo.

Empresário

Para o empresário Carlos Civitate Júnior, as festas organizadas por não-profissionais levaram a criar uma "mística de que é um lugar de drogados". "Sempre tentamos levar a polícia para dentro dos eventos, mas não tivemos sucesso", afirmou. "Agora, com essa parceria, finalmente, vamos conseguir." Ele prevê que, com a segurança reforçada, devem aumentar a presença de público e o consumo. "Se não tiver droga, as pessoas consomem mais bebidas", afirmou.

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