crise da arte - Brasil - iG" /

Curadores da Bienal de SP querem discutir crise da arte

SÃO PAULO ¿ A 28ª edição da Bienal, que acontece de 26 de outubro ao dia 6 de dezembro, promete ser uma das mais controversas de todos os tempos. Em primeiro lugar, o evento terá um andar do pavilhão inteiramente vazio, sem nenhuma obra de arte, performance ou intervenção.

Agência Estado |

Com esse vácuo, os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen querem discutir a "crise da própria arte". Se o público, que será convidado a conhecer a arquitetura do lugar, vai entender a idéia, isso ainda é um mistério. O tema da Bienal será Em Vivo Contato. No total serão 42 artistas convidados, de 22 países.

No quesito performance, a Bienal tem outros dois destaques, além de Maurício Ianês, artista plástico que vai ficar nu no evento e sobreviver com doações do público. No térreo, o espanhol Israel Galván fará apresentações de dança flamenca sem nenhum acompanhamento musical. A performance deve ser repetida várias horas por dia, durante os 42 dias de exposição. Enquanto isso, nas rampas do prédio do pavilhão, o português Vasco Araújo vai apresentar uma coreografia na qual seis homens fortes, usando apenas tangas, irão carregar um cantor lírico.

No primeiro andar, o americano Paul Ramirez Jonas estará com um chaveiro profissional. A idéia é trocar as chaves dos visitantes por uma cópia da chave de uma das portas do pavilhão. O público também será convidado pela artista plástica mineira Rivane Neuenschander a usar uma máquina de escrever que só datilografa os pontos. Improvisações teatrais, programas de rádio e até uma gráfica fazem parte do pacote da 28ª Bienal. Em todos os lados do pavilhão, a interatividade será incentivada.

O andar térreo do prédio da Bienal será transformado em uma grande praça pública que abrigará apresentações de música, dança, performances, cinema - sempre a partir de propostas que entendam a praça como um espaço de convívio social. A ocupação do primeiro e terceiro andares será destinada às exposições, aos materiais bibliográficos, pesquisas e livros em geral e a conferências. Só não se esqueça: o segundo andar vai permanecer vazio.

Leia mais sobre: Bienal de São Paulo

    Leia tudo sobre: bienal

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG