Cunha Lima foi vítima de armação, diz deputado da PB

O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Arthur Cunha Lima (PSDB), levantou suspeitas hoje de que a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB), de quem é primo, pode ter sido fruto de uma armação que tem por pano de fundo, entre outros interesses políticos, a sucessão no Senado. Confirmada por unanimidade na quinta-feira passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cassação beneficiaria, segundo ele, a candidatura do senador Tião Viana (PT).

Agência Estado |

Para o deputado, a cassação do governador "foi um processo kafkiano" em que a defesa do acusado não foi levada em consideração. "Foi uma decisão equivocada", afirmou ele, em entrevista, enquanto folheava um dossiê contendo documentos que, segundo o deputado estadual, provariam a inocência do governador, mas foram relegados. "Somente o parecer do Ministério Público (MP) foi levado em consideração."

Sem fazer uma acusação direta, ele especulou que "alguma coisa está sendo negociada no Palácio (do Planalto)" e envolveria os senadores José Sarney e José Maranhão, ambos do PMDB, partido que ficaria com a presidência da Câmara, enquanto o PT teria a presidência do Senado. Os dois, segundo ele, estariam interessados na saída dos governadores dos seus Estados.

"Se prepara Lago", avisou ele, referindo-se ao governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) e governa por poder de liminar. Para o deputado estadual, Sarney - que teria apresentado resistência ao nome de Viana - quer a saída de Lago para que a filha Roseana Sarney, segunda colocada nas eleições, assuma o governo do Maranhão. Já José Maranhão quer assumir o governo da Paraíba.

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