CSN poderá responder criminalmente por não informar sobre vazamento no Rio

RIO DE JANEIRO - A secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, afirmou nesta terça-feira que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) poderá responder criminalmente pelo vazamento de óleo que ocorreu no domingo (02/08), no Rio Paraíba do Sul. Segundo a secretária, a empresa deveria ter informado o acidente imediatamente às autoridades ambientais do Estado.

Redação com Agência Brasil |


Ela afirmou a empresa será multada pelo atraso na comunicação do acidente. Só o acidente já geraria uma multa, mas o valor da multa vai ser agravado pelo fato da empresa não ter tido a iniciativa de nos informar imediatamente, disse a secretária. Pela legislação, a multa pode variar de R$ 1 mil a R$ 50 milhões.

Além disso, Marilene Ramos admitiu que as atividades industriais da CSN poderão ser interrompidas se a empresa não apresentar uma solução definitiva de controle do vazamento.

Ela lembrou, ainda, que este é o segundo acidente ambiental envolvendo a empresa em menos de 40 dias, já que, no final de junho, um forno da companhia liberou fuligem na atmosfera, poluindo o ar de Volta Redonda.

A secretária disse que foram coletadas amostras da água para que sejam feitos exames mais aprofundados sobre o vazamento de óleo. No entanto, a princípio, a captação de água do Rio Paraíba do Sul pela Companhia Estadual de Águas (Cedae) não foi interrompida.

O rio Paraíba do Sul é responsável pelo abastecimento de 85% da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O vazamento aconteceu no domingo e técnicos da secretaria estadual do Ambiente estão na fábrica desde segunda-feira trabalhando junto com funcionários da CSN. Até o momento, já foi constatado que se trata de um vazamento intermitente de uma unidade carbo-química da siderúrgica.

Nesta terça-feira de manhã, a CSN divulgou uma nota dizendo que o vazamento foi estancado e que foram tomadas medidas de contenção da mancha de óleo, com a instalação de barreiras no rio.

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