CRM investiga médicos que atenderam sargento gay

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal determinou a abertura de um processo ético profissional contra 18 médicos que atenderam o sargento Laci Marinho de Araújo no Hospital Geral de Brasília, entre 2006 e 2008. Araújo tornou-se conhecido em 2008, quando afirmou ser perseguido pelo Exército por causa de sua relação afetiva com outro militar, o então sargento Fernando Alcântara.

Agência Estado |

Pouco depois do episódio, Araújo foi preso por deserção. Os 18 médicos atenderam o sargento em períodos diversos.

No parecer, aprovado por unanimidade, o relator afirma que médicos contribuíram "em maior ou menor gravame para o clima de tortura psicológica que viveu na época e talvez ainda viva hoje." Entre as acusações, estão "autorizar a prisão arbitrária de ser humano doente, em gozo de licença médica concedida por outro médico" e "internar uma pessoa compulsoriamente, a revelia dos seus protestos."

Os médicos são acusados de cometer nove infrações do Código de Ética Médica. Eles terão um prazo para se manifestar e, depois disso, testemunhas poderão ser ouvidas.

"Ficamos muito animados com a decisão. Sobretudo porque foi unânime", comemorou Fernando Alcântara.

Por meio da assessoria de imprensa, o Exército afirmou que, como instituição, não foi notificada sobre a abertura do processo. Ainda de acordo com a assessoria, os médicos, depois de notificados, deverão ser representados pela Advocacia Geral da União (AGU).

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