Crivella pede punição a militares acusados no RJ

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), criador do projeto Cimento Social, divulgou hoje uma nota lamentando a morte de três rapazes no Morro da Providência. Ele também defendeu punição dos envolvidos.

Agência Estado |

Detidos por militares, eles foram entregues a traficantes do Morro da Mineira, de uma facção rival. "Lamento profundamente a morte desses rapazes, que por infeliz coincidência se dá justo durante uma ação de resgate social, de redução da violência e de retorno à cidadania, de uma comunidade que há mais de cem anos vive à margem da sociedade", afirmou o senador. "O Exército tem de dar o exemplo. Se ficar comprovado que desrespeitaram a lei, tem de haver punição exemplar dos culpados. A Justiça foi feita para todos".

Pré-candidato a prefeito, Crivella levou o projeto de reforma de 780 casas na Providência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou a liberação de R$ 12 milhões em recursos do Ministério das Cidades para as obras. Encampadas pelo Exército, que fez licitação e contratou uma empresa para o serviço, as obras foram apontadas por críticos como eleitoreiras. De fato, o senador tem utilizado o projeto para promover seu mandato, inclusive com a distribuição de panfletos.

O presidente da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, Wadih Damous, criticou o emprego das Forças Armadas na segurança pública. "O crime bárbaro mostra o resultado desse equívoco: militares envolvidos com criminosos, adotando práticas comuns a elementos podres da polícia estadual e aos milicianos que aterrorizam as comunidades onde o Estado não se faz presente. Se há corrupção e falhas nas polícias, que se punam os corruptos e se corrijam as falhas, porque é para isto que a população paga impostos", afirmou Damous, que cobrou do Exército uma "satisfação à sociedade".

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