Crítica: A água dança em Sob neblina

SÃO PAULO - Uma característica própria das obras de arte é provocar uma modificação em nossa maneira de percebermos o mundo. Ninguém mais olha para o amarelo da mesma maneira após ver um quadro de Van Gogh. As palavras ganham novos sentidos depois da leitura de Guimarães Rosa. E os trinados da natureza tornam-se audíveis para quem já se deparou com Mozart.

Ferdinando Martins, especial para o Aplauso Brasil |

Assim, em Sob Neblina, Raquel Ornellas e a Companhia de Solistas nos faz mergulhar em um mundo de água que está ai, no nosso corpo, no ar, sob o solo e acima das cabeças, sem que nos déssemos conta. O novo trabalho da atriz, diretora e pesquisadora corporal, que estreou esta semana no Teatro de Dança, em São Paulo, é um convite para visitarmos os fluidos que nos rodeiam, que entram e saem de nosso corpo, como a neblina que é ar e água, está na natureza, mas invade nossos pulmões.

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