Cristo Redentor recebe faixa de protesto contra revisão dos royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mandou espalhar neste domingo faixas por vários pontos da cidade em protesto contra as mudanças na distribuição dos royalties do petróleo. No Cristo Redentor, um cartaz com 25 metros de largura e 37 de altura traz a chamada ¿Contra a covardia, em defesa do Rio¿ ¿ a marca do protesto concebido pelo governo estadual para lutar contra a aprovação da chamada emenda Ibsen.

iG Rio de Janeiro |

AE/Wilson Junior

Faixa de protesto contra revisão dos royalties no Cristo Redentor

Além do Cristo - onde alpinistas levaram algumas horas para instalar a faixa - cartazes de protestos poderão ser vistos no Museu da Imagem e do Som, nos teatros Municipal e João Caetano, na Câmara de Vereadores, no estádio do Maracanã e nos prédios da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça e do Palácio da Guanabara.

Com a emenda proposta pelo deputado Ibsen Pinheiro, aprovada na semana passada, o Estado do Rio deve perder cerca de R$ 7 bilhões anuais de receita vinda do petróleo. Um cálculo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que as perdas previstas significam, na média, 15% dos investimentos estaduais .

O mesmo estudo diz que pelo menos três prefeituras correm o risco de falência imediata caso haja a modificação nas regras de distribuição dos royalties do petróleo.

O governo fluminense quer chamar a atenção da população para o ato programado para a próxima quarta-feira na Candelária, no centro do Rio. Será decretado ponto facultativo a partir das 15h para os servidores estaduais. Cabral sugeriu que as prefeituras façam o mesmo.

No sábado, Cabral reuniu líderes políticos, prefeitos, sindicalistas, empresários e representantes do Judiciários e afirmou que o Estado está sendo vítima de um linchamento.

Neste domingo houve uma caminhada com concentração no Posto 8, na orla da Praia de Ipanema. Como a passeata programada para a quarta-feira, a manifestação teve o objetivo de unir a sociedade pelo veto à emenda Ibsen Pinheiro.

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