A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, focou seu primeiro discurso no Brasil na necessidade de ampliar a integração entre os dois países e região. A integração com o Brasil e com o resto dos irmãos da América do Sul é uma questão crucial.

A integração não é um opção, mas o único caminho possível para remontar uma história de desencontros", afirmou Cristina, que inaugurou em Pernambuco a primeira fábrica de geradores e equipamentos para energia eólica, a Impsa Wind, do grupo argentino Pescarmona, em Pernambuco.

Cristina afirmou no discurso que sempre fala ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a história "não nos perdoaria se não fizermos esforços e não seguirmos aprofundando a integração bilateral e da América Latina". Referindo-se a afirmação do governador Eduardo Campos sobre a pobreza no Nordeste, a presidente disse que na Argentina a aplicação de políticas econômicas equivocadas criaram também muita pobreza e indigência, além de falta de autoconfiança, o que resultou na crise de 2001 e 2002. "A economia no neoliberalismo era uma tragédia na América Latina."

Cristina disse que muitas vezes sente "um pouquinho de inveja da República Federativa do Brasil e fundamentalmente da sua classe empresarial". O Brasil, continuou, é um país que tem uma política de industrialização perseverante, que levou o País a ocupar o lugar em que está hoje na economia mundial.

Ela citou também discurso do trabalhador da Impsa Moisés Sena que se comprometeu a fazer da fábrica brasileira a maior do mundo. "Esse conceito de grandeza, o otimismo, a energia positiva é também o que ajuda a construir um país", completou a presidente. Cristina viajará para Brasília onde participa, amanhã, ao lado do presidente Lula, do desfile de Independência do Brasil.

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