Crise reforça avaliação positiva de Lula, diz CNI/Ibope

BRASÍLIA (Reuters) - A crise financeira global reforçou a popularidade do governo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na segunda-feira o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Guarita. Segundo pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope divulgada na segunda-feira, o governo do presidente Lula atingiu recorde histórico de avaliação, com 73 por cento de aprovação. Na pesquisa anterior, em setembro, o governo Lula tinha 69 por cento de aprovação, considerando os que o avaliam como ótimo ou bom.

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Já a aprovação do presidente Lula subiu de 80 por cento em setembro para 84 por cento em dezembro. A confiança em Lula chegou a 80 por cento, ante 73 por cento em setembro. A nota média ao governo Lula passou de 7,4 em setembro para 7,8 em dezembro.

"A crise aparece como um elemento que reforça a avaliação positiva do governo", declarou a jornalistas o diretor da CNI em entrevista coletiva.

A pesquisa revelou que 62 por cento dos entrevistados acreditam que o governo está tomando as medidas corretas para combater os efeitos da crise na economia doméstica. Apenas 15 por cento acham que as ações não são corretas.

O otimismo também é verificado em outras respostas. O Brasil está mais preparado para enfrentar crises econômicas internacionais para 44 por cento e igualmente preparado para 28 por cento. O país está menos preparado na opinião de 15 por cento das pessoas ouvidas.

Assim, 51 por cento esperam que a crise estará superada no ano que vem - 28 por cento no segundo semestre e 23 por cento no primeiro semestre. Para 13 por cento, a crise será solucionada em 2010, enquanto 8 por cento acham que a economia só voltará à normalidade depois de 2010.

A pesquisa mostrou, entretanto, que a população começa a ficar mais preocupada com os rumos da economia. A inflação vai aumentar para 48 por cento dos entrevistados e aumentará muito nos próximos seis meses para 19 por cento. Em setembro, essas expectativas foram citadas por 40 por cento e 15 por cento, respectivamente.

O Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 5 e 8 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais

(Reportagem de Fernando Exman)

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