Crise política pode resultar em novas eleições no DF

Caso as acusações contra a cúpula do Distrito Federal se confirmem, pela primeira vez desde a fundação da capital há 49 anos, podem ser convocadas eleições fora do período. Isso porque toda a linha sucessória do governo estará comprometida. De acordo com a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília, Estefânia Viveiros, em caso de impeachment do governador, quem assume é o vice.

Erika Klingl, iG Brasília |

O problema é que, no inquérito Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o vice-governador, Paulo Otávio também citado. Em caso de impossibilidade de assumir o vice, a governadoria fica a cargo do presidente da Câmara Legislativa. Está aí mais um problema.

O deputado Leonardo Prudente, presidente da Casa, é citado nas investigações como tendo recebido o mensalinho de Arruda. Nesse ponto há uma dúvida. Existem juristas que defendem a convocação de eleições. Outros falam na entrada, interinamente, do presidente do Tribunal de Justiça, explica Estefânia, referindo-se ao desembargador Nívio Geraldo Gonçalves.

Caso sejam convocadas eleições, ficará a cargo do Tribunal Regional Eleitoral o ordenamento de um processo, completa a presidente da OAB. E esse governador ficaria cerca de um ano no governo já que, ano que vem, haveria novas eleições, completa.

No inquérito Caixa de Pandora, Arruda e a cúpula do governo são acusados de pagar propina à base aliada com recursos vindos de empresas de tecnologia. As acusações foram feitas por um secretário de Estado que denunciou o esquema em troca de proteção policial e diminuição da pena em caso de condenação judicial.

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