Crise política causa paralisia de serviços básicos em Brasília

O esvaziamento causado pelas denúncias de corrupção contra a cúpula do governo de José Roberto Arruda, no Distrito Federal, começa a afetar o cotidiano dos brasilienses. A Polícia Civil está em greve desde a semana passada e não tem previsão de voltar. Na quarta-feira, os professores vão parar para engrossar a manifestação do Dia Mundial de Combate à Corrupção em frente à sede do governo, às 10h.

Erika Klingl, iG Brasília |

Desde o início da crise, há dez dias, os técnicos penitenciários entraram em greve e deixam fragilizada a segurança nos presídios do DF. E quem também ameaça parar, a partir da semana que vem, são os metroviários.

Para o governo, não há o que negociar já que as paralisações são encaradas como políticas. De acordo com a assessoria de imprensa do governador Arruda, não há nada marcado com os grevistas porque boa parte das reivindicações não se sustenta.

Em assembleia na segunda-feira, os policiais civis do DF decidiram manter o movimento de greve, pelo menos até sexta-feira. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Wellington Luiz de Souza, a categoria não recebeu nenhuma proposta do governo. Enquanto isso, somente flagrantes de crimes e ocorrências graves serão registrados.

Foi também em assembleia realizada no último sábado que os metroviárias decidiram por unanimidade paralisar as atividades a partir do dia 14 de dezembro. Eles lutam contra a terceirização do pessoal da bilheteria. A categoria pode deixar os brasilienses a pé às vésperas do Natal.

Já os professores vão parar apenas na quarta-feira. O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) querem que parte dos 30 mil docentes parem para o ato público contra a corrupção em frente ao Palácio do Buriti às 10h de quarta-feira. Parte das denúncias do Ministério Público e da Polícia Federal envolve a Secretaria de Educação. No dia 27 de novembro, o secretário José Luiz Valente foi afastado do cargo por supostos envolvimentos. Ele nega.

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