O Museu Erotica de Copenhague, um dos raros dedicados na Europa ao erotismo, foi declarado em quebra depois de 15 anos de atividade e da recente negativa da prefeitura da capital dinamarquesa de lhe conceder subsídio.

"O museu nos solicitou subvenções que tivemos de negar, já que a municipalidade de Copenhague não subsidia museus privados administrados como um comércio", declarou nesta quarta-feira à AFP Erik Bjoern Moeller, porta-voz da prefeitura.

Além disso, este museu tampouco conserva "obras importantes da cultura dinamarquesa" para merecer ajuda, acrescentou.

Afetado pela crise, o museu lutava com a falta de visitantes que pudessem garantir sua existência.

"É estranho que ninguém considere necessário ter um museu erótico num país supostamente de livre pensadores como a Dinamarca" que liberalizou a pornografia em 1969, declarou Hanne Steensgaard, diretora do estabelecimento, citada pelo jornal Jyllands-Posten.

Segundo ela, "este museu não é uma tenda pornô, mas um estabelecimento que oferece um relato verídico sobre a sexualidade dos seres humanos desde o século décimo antes de Cristo até nossos dias".

O museu, com uma superfície de 750 m2, foi inaugurado em maio de 1994 e apresentava em suas 25 galerias uma coleção variada de fotos, desenhos, filmes, revistas, esculturas e objetos eróticos.

Desde a inauguração havia sido visitado por um milhão de pessoas.

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