Crise não vai reduzir investimento em infra-estrutura, diz Dilma

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu nesta quinta-feira que o investimento em obras de infra-estrutura continuará crescendo acima do PIB apesar da crise financeira global. Dilma reconheceu a profundidade da crise, que afeta todo o sistema internacional de crédito, mas disse que o Brasil se encontra na situação de maior fortalecimento dos últimos tempos.

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'Nós temos não só reservas, como duas coisas que não tínhamos antes: o crescimento puxado pela demanda interna e exportações diversificadas', disse Dilma a jornalistas no lançamento da plataforma P-53, no estaleiro de Rio Grande (RS), em entrevista transmitida pela Radiobrás.

A ministra destacou que atualmente as exportações para a Argentina e para a América Latina, por exemplo, são maiores que para os Estados Unidos.

Segundo Dilma, o Brasil está atento à crise e tem condições de enfrentar as dificuldades decorrentes da restrição do crédito.

'Não é possível dizer que é um passeio, mas também não é uma catástrofe como acontecia no passado, quando o Brasil entrava em estresse absoluto', disse Dilma, referindo-se às crises asiática, da Rússia e da Argentina. 'Chegamos ao ponto de em 2002 não termos em caixa 14 bilhões de dólares. Hoje, nós temos algo em torno de 205 bilhões de dólares', acrescentou a ministra.

Dilma salientou ainda o controle sobre a inflação, a estabilidade fiscal e a boa situação das contas externas como elementos que fortalecem o país perante a turbulência.

'Isso significa que o Brasil tem robustez para enfrentar essa crise', afirmou.

(Texto de Mair Pena Neto)

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