Crise financeira ameaça império da revista Playboy

NOVA YORK ¿ A crise financeira mundial, que segue colecionando vítimas entre bancos e investidores, está atingindo em cheio o império da Playboy, a mais conhecida revista erótica do mundo, lançada pelo norte-americano Hugh Hefner há 55 anos.

Agência Ansa |

Em um ano, as ações do grupo despencaram, perdendo 60% de seu valor. Preocupados, os contadores do grupo já pediram para Hefner reduzir os gastos. A advertência se traduziu em menos empregados domésticos e, sobretudo, menos "coelhinhas" ao redor do famoso libertino, atualmente com 82 anos.


Hugh Heffner, fundador da Playboy, sempre cercado de suas "coelhinhas" / Getty Images

O risco de bancarrota é sério, como demonstram algumas cifras do grupo. Hoje, com bolsas de valores despencando mundo afora , os papéis da Playboy perdiam 4,5%, sendo cotadas a US$ 3,7. Para se ter uma idéia, alguns anos atrás, cada ação valia US$ 10.

A crise, no entanto, está tirando não apenas os dólares de Hefner. A decadência econômica tem sido acompanhada por "desilusões amorosas" com suas coelhinhas preferidas. Recentemente, Holly Madison, de 28 anos, considerada por ele a "número um", trocou o fundador da revista pelo mágico ilusionista Criss Angel.

O mesmo caminho foi seguido pela "namorada número dois", Kendra Wilson, de 23 anos, que agora namora a estrela do futebol americano Hank Baskett.

A Mansão Playboy, um castelo com trinta e um quartos, piscinas e um parque com grutas artificiais, que sempre abrigou animadas festas suntuosamente decoradas com moças parcialmente desnudas, hoje vive em silêncio. Falta dinheiro.

Quem hoje está à frente dos negócios da Playboy é a filha de Hefner, Christine, de 57 anos. Não é a primeira fase de adversidades enfrentada por ela. Há alguns anos, teve de inovar para lidar com a crescente concorrência da internet e reagiu lançando uma linha de filmes eróticos vendidos para emissoras de tv a cabo.

Famosa por seu estilo empreendedor, Christine luta agora para evitar o desmoronamento completo de um império cada vez mais distante de seus áureos tempos, quando chegou a valer quase meio bilhão de dólares. Resta saber se, desta vez, conseguirá evitar que a crise transforme em lenda o coelhinho que um dia foi um dos símbolos mais conhecidos do mundo.

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