Crise econômica já reduz coleta seletiva em São Paulo

A crise econômica mundial derrubou os preços das commodities nas bolsas, afetou as empresas que reaproveitam materiais usados e cortou pela metade os ganhos dos catadores, que começam a deixar a atividade. A consequência é um golpe no processo de reciclagem, principalmente quando se fala do lixo dos prédios residenciais.

Agência Estado |

Em São Paulo, somente a maior cooperativa reduziu em dois terços as atividades, deixando de fazer a coleta em cem edifícios. Estima-se que existam na cidade pelo menos cem cooperativas.

O Projeto Vira Lata é considerado a maior cooperativa de coleta de material reciclável em prédios paulistanos. Até outubro, eram recolhidos pelos quatro caminhões da entidade cerca de 300 toneladas de lixo por dia, que os funcionários separavam e vendiam para a indústria. “Hoje um caminhão fica constantemente parado e tivemos de largar 100 dos 150 edifícios”, diz o coordenador, Wilson Santos.

Os prédios com as coletas interrompidas tiveram prejuízos por terem investido em alguns materiais para separar os resíduos. O dentista Eduardo Ruiz, por exemplo, gastou aproximadamente R$ 200 para comprar dez grandes “bags” para separar e armazenar o lixo. Uma vez por semana, os caminhões do Vira Lata passavam pelo local. Desde janeiro, todo o lixo voltou a ser misturado e recolhido pelas concessionárias da Prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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