Seis anos após assassinato, Polícia Civil pode investigar denúncia segundo a qual o avô de Isabella sugeriu a Alexandre e Anna Jatobá que simulassem acidente para justificar morte

O Ministério Público do Estado de São Paulo enviou ofício ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta quarta-feira (17), solicitando à Polícia Civil que reabra a investigação sobre a morte de Isabella Nardoni, assassinada pelo pai e pela madrasta em 2008.

Isabella Nardoni ao lado de sua mãe, Ana Carolina Oliveira: morte aos 5 anos de idade
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Isabella Nardoni ao lado de sua mãe, Ana Carolina Oliveira: morte aos 5 anos de idade

De acordo com a assessoria de imprensa do MP, o ofício foi enviado pela promotora Kátia Peixoto Villani Pinheiro com base no depoimento de uma testemunha exibido pelo telejornalístico "Fantástico", no último dia 7 de dezembro. Funcionária do presídio de Tremembé, a testemunha afirmou ter ouvido da madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, questões sobre o envolvimento de Antônio Nardoni, avô de Isabella, no assassinato.

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Segundo ela, depois de ter agredido a menina até o ponto de ela desmaiar, no apartamento da família, na Grande São Paulo, o casal, imaginando que Isabella já estava morta, telefonou ao sogro para solicitar ajuda. Foi então que Antônio teria lhes dito para simular uma morte acidental para a menina, atirada pela janela a partir do quarto que ficava no sexto andar do apartamento.

Procurado pelo programa da TV Globo, Antônio Nardoni negou a acusação com veemência: "Nunca faria isso", disse ele. "A gente só tem a lamentar que uma pessoa dessa faça uma coisa dessa para prejudicar quem não está mexendo com ela.”

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Também ouvido, o promotor do caso, Francisco Cembranelli, disse que o avô chegou a ser investigado na época. “Durante a investigação, havia suspeitas, sim. Porque houve um contato do casal com o pai num momento muito próximo ao crime. Mas nós não conseguimos na investigação também trazer responsabilidade para outras pessoas. Por isso, somente o casal foi denunciado.”

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