MP pede investigação do envolvimento de avô na morte de Isabella Nardoni

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Seis anos após assassinato, Polícia Civil pode investigar denúncia segundo a qual o avô de Isabella sugeriu a Alexandre e Anna Jatobá que simulassem acidente para justificar morte

O Ministério Público do Estado de São Paulo enviou ofício ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta quarta-feira (17), solicitando à Polícia Civil que reabra a investigação sobre a morte de Isabella Nardoni, assassinada pelo pai e pela madrasta em 2008.

Reprodução
Isabella Nardoni ao lado de sua mãe, Ana Carolina Oliveira: morte aos 5 anos de idade

De acordo com a assessoria de imprensa do MP, o ofício foi enviado pela promotora Kátia Peixoto Villani Pinheiro com base no depoimento de uma testemunha exibido pelo telejornalístico "Fantástico", no último dia 7 de dezembro. Funcionária do presídio de Tremembé, a testemunha afirmou ter ouvido da madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, questões sobre o envolvimento de Antônio Nardoni, avô de Isabella, no assassinato.

Leia mais:
Nova testemunha envolve avô na morte de Isabella Nardoni

Segundo ela, depois de ter agredido a menina até o ponto de ela desmaiar, no apartamento da família, na Grande São Paulo, o casal, imaginando que Isabella já estava morta, telefonou ao sogro para solicitar ajuda. Foi então que Antônio teria lhes dito para simular uma morte acidental para a menina, atirada pela janela a partir do quarto que ficava no sexto andar do apartamento.

Velório das crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo . Foto: Futura PressSara Kelly, mãe das vítimas, durante velório das crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo . Foto: Futura PressMarcelo Pesseghini ao lado do pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini. Segundo a polícia, Marcelo é responsável pela morte dos pais. Foto: Arquivo pessoalEstudante de enfermagem Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e o padrasto foram encontrados mortos e acorrentados pelos pés a uma árvore. Foto: Reprodução/FacebookSegundo a polícia, os filhos acreditavam que o padrasto de Loane poderia ter planejado matar a jovem e sentiria desejo por ela. Foto: Reprodução/FacebookLoanne e o padrastro tiveram abdômen cortado e órgãos arrancados, segundo a polícia. Foto: Reprodução/FacebookAntes do assassinato, a jovem já havia recebido ameaças de morte e sido agredida com uma paulada na cabeça. Foto: Reprodução/FacebookAmiga de Loanne disse à polícia que o padrasto ligava o tempo todo para a jovem. Foto: Reprodução/FacebookO corpo do menino Joaquim Ponte, de 3 anos, foi encontrado boiando em um rio . Foto: Alfredo Risk/Futura PressO padrastro Guilherme Longo é suspeito do assassinato de Joaquim. Foto: Reprodução/EPTVJoaquim Ponte Marques, de 3 anos, ficou desaparecido por cinco dias. Foto: Futura PressNatália Ponte, mãe de Joaquim, deve responder por omissão. Foto: Piton/Futura PressGuilherme Longo participa de reconstituição da morte de Joaquim. Foto: Futura PressA avó materna de Joaquim, Cristina Ponte, durante o velório. Foto: Futura PressFamiliares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra participam do velório do menino Joaquim . Foto: Alfredo Risk/Futura PressUm casal de brasileiros e sua filha de 10 anos foram encontrados mortos dentro de casa. Foto: Reprodução/FacebookA polícia suspeita de duplo assassinato seguido de suicídio por conta dos problemas financeiros enfrentados pela família. Foto: Reprodução/FacebookO motoboy sandro Dota foi condenado a 31 anos por matar e estuprar a cunhada Bianca Consoli. Foto: Futura PressMãe mata as duas filhas e comete suicídio dentro de casa, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAmigas das adolescentes supostamente mortas pela mãe choram em frente à casa da família no bairro do Butantã. Foto: Futura PressGil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelas mortes do pai e da madrasta. Foto: Futura PressAo ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". Foto: Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressMaioria do júri concordou que o duplo homicídio foi cometido por motivo torpe, pois Rugai não se conformou por ter sido afastado dos negócios do pai. Foto: AEAnna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella, foram condenados por arremessar a menina do 6º andar do prédio onde moravam. Foto: WERTHER SANTANA/AEAnna Carolina Jatobá cumpre pena na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Foto: AEAnna Carolina Jatobá  e Suzane von Richthofen cumprem pena no mesmo complexo penitenciário. Foto: ArquivoSuzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá em Tremembé. Foto: ArquivoSuzanne foi condenada por participação no assassinato dos pais em 2002. Foto: Futura Press

Procurado pelo programa da TV Globo, Antônio Nardoni negou a acusação com veemência: "Nunca faria isso", disse ele. "A gente só tem a lamentar que uma pessoa dessa faça uma coisa dessa para prejudicar quem não está mexendo com ela.”

Leia também:
Casal Nardoni é condenado pela morte de Isabella
Saiba como foi o comportamento do casal Nardoni durante os cinco dias de júri
Prisão em que casal Nardoni está detido abriga "famosos"
Alexandre Nardoni chora e nega, mais uma vez, ter matado a filha Isabella

Também ouvido, o promotor do caso, Francisco Cembranelli, disse que o avô chegou a ser investigado na época. “Durante a investigação, havia suspeitas, sim. Porque houve um contato do casal com o pai num momento muito próximo ao crime. Mas nós não conseguimos na investigação também trazer responsabilidade para outras pessoas. Por isso, somente o casal foi denunciado.”

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas