Crianças mortas em massacre de 2011 ganham tags em lápides

Por Agência Brasil |

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Objetivo é preservar a memória das 12 crianças vítimas do ataque, por ocasião do Dia das Crianças

Agência Brasil

Com a intenção de preservar a memória das 12 crianças vítimas de massacre, em 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona norte do Rio, a empresa Memoriall instalou hoje (12) tags (códigos) nas lápides dos estudantes, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste.

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Crianças participam de ato na missa que lembra massacre de Realengo

Com os códigos, a empresa presta homenagem aos alunos no Dia da Criança. Os QR Codes permitem acessar por smartphones e tablets diversas informações sobre os alunos mortos pelo ex-aluno da escola Wellington Menezes de Oliveira, além de fotos e vídeos, podendo também transmitir mensagens para as famílias. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos de idade.

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A Associação Anjos de Realengo, formada por pais e amigos das vítimas, recebeu a homenagem como um presente. A presidenta da entidade, Adriana Silveira, mãe de uma das meninas assassinadas (Luísa Paula da Silva), disse que essa é uma maneira de não deixar o episódio cair no esquecimento. “A memória das crianças vai ficar sempre viva, até para que haja uma mudança na história do país e esse fato não se repita”.

A Associação Anjos de Realengo luta contra o bullying, motivo alegado em carta pelo assassino para o massacre, e contra a violência nas escolas. Para Adriana, a dor e o sofrimento pela morte dos filhos vão acompanhar todos os dias os pais, irmãos e demais parentes. “Mas, infelizmente, eles tiveram que partir para que, em nome deles, haja mudanças e não seja mais um caso nas estatísticas. Foi algo terrível na história do nosso país e eu esperava que tomassem providências imediatamente. Mas isso não aconteceu”.

Ela acrescentou que, por essa razão, a associação vai continuar “pedindo e gritando” por mudanças na educação, que “está precária”. Reforçou que a violência está pior a cada dia dentro das escolas. “E se não for feito algo logo, não é esperada boa coisa, pelo caminho que [a situação] está tomando”.

A presidenta da Associação Anjos de Realengo pediu que os governantes trabalhem com prevenção, para evitar males maiores. Defendeu que os professores sejam mais bem qualificados para que possam identificar, de imediato, uma criança que chega ao colégio apresentando algum tipo de problema. “Às vezes, essa criança já saiu de casa com algum problema e esse trabalho tem de ser feito com ela assim que inicia seus anos na escola. Se alguém identifica o problema, a criança pode ser levada a tratamento e, se necessário, seu parente também. Esse trabalho não é feito, não existe”. Ela lamentou que após a tragédia na Tasso da Silveira não tenha ocorrido nenhuma mudança.

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