Criança de 3 anos fica com bala alojada na cabeça por cinco dias no Paraná

FOZ DO IGUAÇU - Após ficar cinco dias com uma bala alojada na cabeça, o garoto Samuel, de 3 anos, foi operado na terça-feira (27) no Hospital Costa Cavalcante, em Foz do Iguaçu. A delegada titular do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crime de Foz do Iguaçu (Nucria), Mônica Ferracioli, afirmou ter tomado conhecimento do caso dia 27, quando foi constatado que existia um projétil de arma de fogo na cabeça de Samuel. A criança continua internada no Bloco 10 do hospital e passa bem.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

A reportagem do Último Segundo conseguiu falar com a enfermeira que está cuidando do Samuel. Ela informou que a criança está se "recuperando bem". "Ele dorme bastante e está mamando muito bem. Só reparei que ele fica meio trêmulo quando se senta, mas não sei se isso é alguma complicação do acidente", explica. 

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Samuel foi visto na manhã desta sexta-feira na janela do hospital

A delegada informou que a tia da criança procurou a polícia na segunda-feira. A mulher afirmou ter ido buscar o sobrinho em casa para ele passar a semana com os avós. Assim que ela pegou a criança, a mãe do menino teria dito que Samuel apresentava um ferimento na cabeça - possivelmente causado por uma pedra que um primo teria atirado contra ele.

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Reprodução do raio x do Samuel
No mesmo dia, Samuel começou a se sentir enjoado e se queixava de fortes dores na cabeça. A tia de criança informou à polícia que ele chegou a ir em duas unidades de saúde de Foz do Iguaçu, onde foi atendido e liberado, com receitas de analgésico e anti-inflamatório.

Como o garoto não apresentava melhora, a família decidiu levá-lo a um médico particular e pagar por um exame de raio x. Com o resultado do exame foi constatado que Samuel foi baleado na cabeça.

A delegada afirmou que um inquérito foi instaurado e o caso "aparentemente" foi acidental. Atualmente, a polícia trabalha com a hipótese de bala perdida devido à uma favela da região. Até o momento, mãe, padrasto e quatro crianças que brincavam com Samuel já foram ouvidos.

"Algumas testemunhas confirmaram que é comum escutar barulhos de tiros próximo do local. Acreditamos que o tiro foi acidental, mas nenhuma hipótese está descartada", conclui a delegada Mônica.

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