Uma briga de trânsito ocorrida no final da manhã de hoje, no centro de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, resultou na morte do menino Rogério Mendonça, de 2 anos. Ele foi atingido no pescoço por um dos quatro tiros disparados pelo jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, de 60 anos, dono do jornal semanário O Independente.

Segundo informações de agentes da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), as balas detonadas eram especiais, causando maior destruição depois de atingirem o alvo.

A criança estava sentada no banco dianteiro de uma caminhonete branca, entre o tio Aldemir Pedra, que dirigia o veículo e o avô, o pecuarista João Afonso Pedra, de 52 anos. Pouco depois de 11h, segundo testemunhas, o carro do jornalista, um Volkswagen modelo Fox, de cor preta, foi fechado pela caminhonete, provocando discussão entre Agnaldo e Aldemir. Em seguida os dois motoristas tomaram a direção de seus veículos e saíram do local, a Avenida Mato Grosso esquina com a Avenida Ernesto Geisel.

Na mesma avenida, a Mato Grosso, quatro quarteirões depois do local da briga, o jornalista sacou de um revólver calibre 38 e fez os disparos. Dois acertaram a lataria da porta direita da caminhonete e os outros dois o vidro. Uma das balas atingiu o maxilar do fazendeiro e outra o pescoço da criança. Ambos feridos foram transportados para a Santa Casa de Campo Grande, onde o garoto morreu no final da tarde, depois de ser submetido a uma cirurgia de urgência. João Afonso, segundo o hospital, teve o maxilar reconstituído por uma equipe médica, e não corre risco de morte.

Aldemir Pedra contou que viu quando o Fox preto ficou ao lado da caminhonete e o motorista atirou várias vezes. "Ele disparou a arma quatro ou cinco vezes, depois municiou o revólver e foi embora". Por volta de 14h, o acusado compareceu ao Depac, acompanhado de um advogado, para "registrar queixa de agressão", conforme disseram os policias, e recebeu voz de prisão. Menos de duas horas depois, a justiça decretou sua prisão provisória.

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