O criador do São Paulo Fashion Week, Paulo Borges, estreia agora como coordenador também do Fashion Rio, evento que começa hoje e vai até quarta-feira na capital fluminense. O cenário foi trocado - saiu da Marina da Glória para o cais do porto - e o número de grifes foi enxugado - só ficaram as 29 mais bem estruturadas, além de 12 novos talentos.

“Sou obsessivo com qualidade. O SPFW é reconhecido no mundo inteiro pela excelente infraestrutura. Quero que o Fashion Rio tenha a mesma qualidade”, disse.

Borges substitui Eloysa Simão, a idealizadora da semana de moda carioca, que está em sua 15ª edição. Ele havia estado nela uma única ocasião, seis anos atrás, e só teve pouco mais de um mês para terminar de organizá-la. No cais, tudo se dará nas enormes estruturas dos armazéns, reformados. O número de assentos será menor. “Tudo está voltado para valorizar e qualificar o desfile. A iluminação é de última geração, igual à da SPFW.” Como este será um Fashion Rio de primavera-verão, as grifes mais esperadas são as de moda praia, como a Salinas, amanhã, e a Lenny, na terça-feira.

Os estilistas sabem que nada muda radicalmente em tão pouco tempo. Desde que a troca de comando foi anunciada, se deparam com informações equivocadas, que Borges faz questão de desmentir: que sua intenção é criar um “Brazil Fashion Week”, que o Fashion Rio só terá moda praia e o outono-inverno ficará só com a SPFW. Eles esperam que, com sua experiência (está há 30 anos no setor, metade à frente da SPFW), o novo diretor faça o Fashion Rio crescer. Simultaneamente aos desfiles, o Fashion Business marca as negociações entre grifes e compradores nacionais e estrangeiros. Na última edição, as vendas renderam cerca de US$ 16 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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