Cresce passeata no Rio contra nova divisão dos royalties

Apesar da chuva fina que cai no Rio de Janeiro, já é grande o número de manifestantes na Avenida Rio Branco, no centro da cidade, que participam da passeata contra a proposta aprovada pela Câmara, que retira do Estado parte das receitas dos royalties de petróleo. A avenida está fechada ao trânsito e a Polícia Militar mobilizou 4.775 policiais para trabalhar na segurança da manifestação organizada pelo Governo do Estado. Segundo estima a Polícia Militar, 150 mil pessoas devem participar da ação.

Agência Estado |


O governador do Rio, Sérgio Cabral, ainda é aguardado na concentração da passeata, próxima à Igreja da Candelária. Ele deve liderar a caminhada que será feita ao longo da Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde haverá um show. Boa parte dos participantes é de funcionários públicos, que foram dispensados do trabalho pelo governo estadual e por prefeituras da região metropolitana e do interior.

A prefeitura de Macaé disponibilizou 40 ônibus para o protesto, assim como os municípios de Rio das Ostras e Quissamã contam com 20 ônibus cada um. Além de disponibilizar ônibus, a prefeitura de Búzios decretou ponto facultativo a partir do meio-dia para que os servidores possa comparecerem ao ato.

Alguns grupos carregam bandeiras de partidos políticos aliados do governador, mas, o evento também conta com a presença de adversários políticos de Cabral. O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) discursou para simpatizantes à frente da concentração usando um megafone.

Um grupo da juventude PSDB abriu uma faixa com os dizeres: "Não adianta chorar. Quem mandou confiar no Lula", numa referência à confiança de Cabral no veto do presidente da República e na emoção que ele revelou ao chorar em um evento após a aprovação da emenda. Além de usar camisetas com o slogan da campanha "Contra a Covardia em Defesa do Rio", muitos participantes estão recebendo bandeiras do Estado do Rio distribuídas por funcionários da secretaria estadual de governo.

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