Cresce número de paulistanos infectados pela dengue na Bahia

O aumento de casos da dengue na Bahia fez crescer também o número de paulistanos infectados pela doença. Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, até agora 77 moradores da capital adoeceram enquanto estiveram no Estado baiano, 48% a mais do que os 52 registros de todo o ano passado.

Agência Estado |

O risco de contágio fora das fronteiras de São Paulo fica maior em feriados prolongados, quando aumentam o fluxo de viajantes e a transmissão do vírus também fica maior.

Na Bahia, mostram os dados da Secretaria de Saúde local, foram notificados até a última semana de março 45.683 casos de dengue , o que representa aumento de 313% em relação ao mesmo período de 2008. A infestação do mosquito transmissor está em 70% de todos os 292 municípios do Estado, incluindo os pontos turísticos, como Porto Seguro. Foram 38 mortes confirmadas até agora.

De acordo com os infectologistas, a movimentação de turistas pode ser fator de perigo para que a doença passe a circular também na cidade de origem do viajante. Por isso, alguns cuidados sanitários são necessários quando os sinais da doença, em especial febre alta, dor no corpo e manchas vermelhas, aparecem. Em São Paulo, quando um caso suspeito é notificado à Vigilância, ações de bloqueio são disparadas, como borrifar veneno no bairro, para eliminar o mosquito e, assim, tentar barrar a transmissão da doença.

Estados

No Estado de São Paulo, até março, estavam confirmados 1.134 casos, sendo 263 importados. Na capital, são 42 casos e outros 122 contraídos em outros Estados e países. Apesar de a situação baiana ser a mais crítica, já que concentra cerca de 40% dos 114.355 casos mapeados no País pelo Ministério da Saúde, não é o único Estado que “exportou” dengue para a capital. Também fazem parte dessa lista Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, unidades que não por acaso figuram entre os Estados que tiveram aumento de dengue este ano. No geral, os registros brasileiros declinaram 28,6% se comparados com 2008. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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