Cresce internação de menores por tráfico em São Paulo

É crescente o número de meninos entre 12 e 14 anos que chegam à Fundação Casa (antiga Febem) por envolvimento com tráfico. Em 2002, a venda de drogas representava só 8% dos delitos cometidos pelos 343 garotos dessa faixa etária internados no Estado.

Agência Estado |

Este ano, o porcentual subiu para 34% dos 401 apreendidos. Essa força de trabalho é recrutada por traficantes principalmente no centro da capital paulista.

Pés pequenos e descalços, um cobertor de papelão, roupas sujas, saquinho de cola para enganar a fome. O retrato do abandono infantil serve para explicar o avanço dos meninos de rua nas fileiras do tráfico. Seguindo a lógica econômica, eles são mão-de-obra barata. O "salário", como contam, muitas vezes é só uma pedra de crack.

Viram "aviõezinhos" (vendem drogas e ficam de olho na polícia) atraídos pelo tênis de marca. Depois, acabam viciados e se arriscam no crime só para ganhar o sustento. "Em números absolutos, a quantidade de menores de 14 anos que chega às unidades não diferiu muito nesses últimos seis anos. Mas o que mudou foi a entrada deles, a maioria morador de rua, por tráfico de drogas, o que é assustador", afirma a diretora técnica da Fundação Casa, Maria Eli Bruno.

O delito mais cometido pelos menores de 14 anos que chegam à Fundação Casa é o roubo qualificado. Na seqüência vem o tráfico. Dos 401 meninos e meninas desse grupo etário internados, 149 foram flagrados roubando e 132 viraram internos por vender drogas. As informações são do "Jornal da Tarde".

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