BRASÍLIA - Enquanto a oposição briga para abrir o que chama de caixa preta dos dados de gastos dos cartões corporativos, o relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) acompanhou no inicio da tarde desta quinta-feira a chegada do que ele chamou de caixa marrom de documentos, contendo extratos e notas fiscais dos cartões de todos os ministros de 1998 a 2008.

Ao todo são 94 caixas tipo arquivo que vão ser catalogadas e ter todos os documentos contados para evitar, segundo o relator, brigas por supostos "sumiços" de papéis. Em seguida, o material irá para o cofre do Senado, onde fica a disposição dos membros da CPMI.

"A sociedade tomou conhecimento de parte muito pequena [dos gastos com saques]. O saque não foi informado. [O que chegou à CPMI] se constitui em caixa marrom que vamos abrir", disse o relator. 

Questionado sobre a metodologia para a auditoria dos dados, Sérgio foi evasivo e disse que depende estudos junto à assessoria técnica da CPMI para definir um "plano de trabalho" para a ação.

Apesar disso, membros da oposição já admitem analisar os dados de 2003 para frente, deixando que membros do governo lidem com os dados do período FHC.

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