CPMI dos Cartões ouve ministro Orlando Silva nesta terça-feira

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos deve ouvir nesta terça-feira os primeiros acusados de mau uso dos cartões e especialistas em segurança institucional. Os primeiros depoimentos previstos são do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Felix, e do ministro do Esporte, Orlando Silva.

Redação com Agência Estado |

O ministro do Esporte, Orlando Silva, gastou, entre outros, R$ 468,05, no dia 25 de setembro, em um restaurante localizado na região da Bela Cintra, em São Paulo. Segundo o Portal Transparência Brasil, Silva comprou com o cartão uma tapioca, em Brasília, no valor de R$ 8,30 e, no dia 29 de junho, quando a agenda do ministro previa despachos internos, foram gastos R$ 196,23 em uma churrascaria no Rio de Janeiro.

No dia 2 de fevereiro, o ministro deu coletiva para anunciar que devolveria R$ 30.870,38 , que corresponderiam a seus gastos nessa modalidade em 2006 e 2007. Ressalvou que foram somente despesas, e não saques, e que a maior parte se destinou a pagamento de hospedagem. Disse também que repassararia todos os comprovantes de gastos à Controladoria-Geral da União (CGU). Quanto à tapioca, ele disse ter se confundido e pensava ter usado seu cartão pessoal de crédito.

Antes de Orlando Silva, será ouvido o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix. Os parlamentares querem discutir a possibilidade de ter acesso aos dados considerados sigilosos sobre os gastos da Presidência da República. O general deve explicar os critérios de sigilo e dizer se a divulgação dos dados aos parlamentares pode prejudicar a segurança nacional.

Mais depoimentos

A ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda devem depor na quarta-feira.

Depois, será a vez do ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e do ex-ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso Alberto Cardoso, na quinta-feira.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), já afirmou que os trabalhos poderão acabar se a base aliada não permitir a convocação de pessoas ligadas à Presidência e a requisição de documentos considerados sigilosos.

No Senado, uma CPI exclusiva deve ser instalada nesta terça-deira sobre o tema, já que oposicionistas dizem que estão sendo atropelados por não conseguirem aprovar os requerimentos.

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