CPMI do MST será arquivada por falta de apoio na Câmara

BRASÍLIA - A retirada de 44 assinaturas de deputados federais invabilizou a instalação da comissão mista parlamentar de inquérito (CPMI) que tinha o objetivo de investigar suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). No Senado, o requerimento de criação da chamada CPMI do MST recebeu 36 assinaturas.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

O mínimo necessário para instalação de uma CPMI é de 171 deputados e 29 senadores. Na Câmara, o requerimento foi assinado por 168 deputados.

A proposta de criação da CPMI se baseia em reportagem da revista "Veja", que indica o uso de recursos públicos no financiamento de atos ilícitos do MST. Quatro entidades teriam recebido R$ 20 milhões do governo entre 2003 e 2007, sobre os quais haveria indícios de desvio.

A maioria dos deputados que desistiram de dar apoio à criação da comissão faz parte do PMDB, com 17 assinaturas retiradas. Doze deputados do PP retiraram o apoio, além de quatro do PDT e do PTB, cada um; três do PSB e do PR, cada um; e um do PV.

Durante a coleta das assinaturas, o MST se manifestou sobre a CPI, afirmando que seria uma represália dos ruralistas contra proposta do governo de revisão dos índices de produtividade das propriedades rurais. As taxas são utilizadas como critério para desapropriação. Para efetivar a revisão, é necessária a assinatura do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que espera uma audiência com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para rever o texto. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, já assinou a portaria.

Leia também:


Leia mais sobre:
mst

    Leia tudo sobre: cpmicpmi do mstcâmara dos deputadosmstsenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG