CPI rejeita convocação de suposta responsável pelo dossiê contra PSDB

BRASÍLIA - A base aliada na CPI mista dos Cartões Corporativos conseguiu derrubar, por treze votos a seis, os requerimentos de convocação para depoimentos da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, sobre o suposto dossiê contra o PSDB feito na Presidência da República. Erenice é apontada pelos oposicionistas de ter montado o dossiê amando da ministra Dilma Rousseff.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

Além desse requerimento, os governistas também fizeram valer sua maioria na CPI para rejeitar a convocação da chefe de gabinete de Erenice, Maria de la Soledad Catrillo. O argumento utilizado pela base aliada foi a suposta intenção dos oposicionistas de desgastar a imagem da cúpula do governo, e afirmaram a intenção de primeiramente analisar os dados pedidos aos ministérios sobre gastos com cartões corporativos para depois avaliar convocações de titulares de cargos no governo.

Parlamentares de oposição protestaram, mas disseram que pelo menos a opinião pública saberia quem está querendo enterrar a CPI. O deputado federal Vic Pires (DEM-PA), discursou dizendo que oposicionistas querem votar os mais de 40 requerimentos pendentes na CPI: Queremos seguir a pauta. Queremos ser derrotados para mostrar que quem quer enterrar a CPI é o governo.

Polêmica com Álvaro Dias

Aliados do governo cobraram nesta quinta-feira que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) deixe a CPI dos Cartões Corporativos. Caso contrário, ameaçam travar os trabalhos da comissão. "Ou o senador Álvaro Dias deixa esta comissão ou, por falta de condições políticas de perguntar qualquer coisa a qualquer um, a base do governo não vai votar mais nada aqui, nenhum requerimento", disse o deputado Silvio Costa (PMN-PE). Há cerca de 35 requerimentos para serem analisados. O líder da bancada tucana, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse que Dias, que é suplente na comissão, permanecerá na CPI.

"Em nome da ética, não retiro. Em nome da ética, exijo explicações por parte da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)", disse Virgílio. A ministra confirmou que sua pasta realizou um levantamento dos gastos com cartões corporativos do atual governo e do anterior, mas descartou a confecção de um dossiê.

À CPI, o senador Álvaro Dias voltou a confirmar nesta quinta-feira que teve acesso aos dados que mostram os gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não fui eu (que vazei) não me cobrem autores de informações, busquem no Palácio do Planalto pelos responsáveis por este crime. E, mesmo assim, desde quando é crime divulgar um crime à imprensa?", afirmou. Ele relatou que a primeira pessoa para quem avisou sobre os dados foi Fernando Henrique.

Após mais de uma tentativa frustrada de convocação de Dilma pela CPI, a Comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou a convocação da ministra para dar explicações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

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