BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse na tarde desta quarta-feira que vai enviar ofício para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedindo autorização para divulgar o laudo feito pelo Exército nos equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Somente após uma resposta do ministro Itagiba vai retirar o lacre do envelope recebido pela comissão com o documento. A intenção é evitar que membros da CPI sejam acusados de vazar as informações.

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Além da perícia, taxada como informação restrita pelo ministério da Defesa, Jobim também encaminhou para a CPI a lista das compras feitas em Washington (EUA) pela Abin através de uma parceria com o Exército. Esse documento foi classificado como confidencial.

"Vamos pedir para o ministro desclassificar os documentos para que possamos divulgá-los", disse Itagiba, alegando que não vai definir um prazo para a resposta.

Após o pronunciamento do ministério, avalizando ou não a divulgação, a CPI vai abrir os documentos e confrontá-los com a perícia feita pela Polícia Federal nos equipamentos da Abin e com outro laudo, encomendado pela CPI e que vai ser feito pela Unicamp. Todos buscam provar se os aparelhos são ou não capazes de realizar grampos telefônicos. No caso da impossibilidade de divulgação, Itagiba disse que vai orientar os parlamentares a não vazarem as informações.

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