O pedido do assessor legislativo Andre Eduardo Fernandes para que parte do seu depoimento seja em sessão secreta provocou um acalorado debate entre oposicionistas e governistas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. Enquanto os parlamentares da oposição defendem que o pedido do depoente seja aceito, os parlamentares da base do governo tentam fazer com que o depoimento seja aberto e imediato.

A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), disse que até o momento não ouviu nada de André Fernandes que já não estivesse no depoimento feito por ele à Polícia Federal. "Ele quer uma sessão secreta para dizer o que omitiu à Polícia Federal. Ele já cometeu um crime", acusou a senadora.

Fernandes disse que gostaria de dispor de cinco a dez minutos em sessão fechada para narrar cinco fatos que considera relevantes. Argumentou que há necessidade de sigilo para proteger a honra e a imagem de pessoas. "São informações que acho que não devo fazer em público", disse Fernandes. Ele afirmou que essas informações vão "além" da questão do dossiê.

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