A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia do Rio (Alerj) para apurar o envolvimento de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) num esquema de corrupção iniciou os trabalhos hoje pedindo a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal de 17 pessoas e 12 empresas. Entre os alvos estão os conselheiros José Gomes Graciosa e José Leite Nader, indiciados pela Polícia Federal na Operação Pasárgada.

Eles são acusados de vender decisões que aprovaram contas irregulares de prefeitos em troca de propina. Realizada em junho de 2008, a operação da PF prendeu mais de 15 prefeitos em Estados como Rio e Minas Gerais.

Com base nas investigações da PF, a presidente da CPI, deputada Cidinha Campos (PDT), vinha investigando os dois conselheiros indiciados até agora (a PF encontrou sinais de participação de cinco no esquema) e informou hoje as ligações de parentes e funcionários com os conselheiros para a multiplicação de um patrimônio incompatível com os rendimentos deles. Entre os assessores e funcionários dos conselheiros investigados, vários são ou foram funcionários da Assembleia. "Veja que a coisa começou daqui para lá, mas pode ser que veio de lá para cá também", disse Cidinha, que também pediu a quebra de sigilo de um colega.

Procurado pelo Estado , Nader não respondeu aos recados. Já Graciosa informou por meio de sua assessoria que o caso está entregue a seus advogados e não quis comentar o assunto. Os dois são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa.

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