CPI dos Grampos quer ouvir novamente delegado da PF

BRASÍLIA - A CPI dos Grampos deve ouvir novamente o delegado responsável pela Operação Furacão da Polícia Federal, Élzio Vicente da Silva, ouvido nesta terça-feira como convidado. A deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) avisou que vai requerer que o policial volte à comissão como depoente, para que seja obrigado a revelar que métodos ele utiliza para interpretar uma interceptação telefônica.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Na CPI, Élzio Vicente se recusou a explicar detalhes do relatório da operação comandada por ele entre 2005 e 2007. No relatório assinado por Élzio, a deputada Marina Maggessi teria sido citada como se tivesse recebido provavelmente R$ 30 mil nas eleições. O caso não foi levado adiante uma vez que no curso das investigações teria sido revelado que se tratava de 30 mil pedidos de votos.

A parlamentar afirmou que vai chamar novamente o delegado da PF para que fique claro que o método de investigação do delegado é leviano e interpretativo. O que leva um delegado a escrever que chopp, num diálogo, é dinheiro?, questionou a parlamentar. E emendou. Essas interpretações que a PF tem feito são inadmissíveis. É preciso que os relatórios cheguem ao Judiciário degravados palavra por palavra, integralmente, não interpretados, criticou a ex-inspetora da Polícia Civil do Rio. 

Na opinião do relator da matéria, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), os comentários escritos no relatório da polícia precisam ser confirmados por outras técnicas investigativas antes de serem anexados. Se não viram mero juízo de valor, disse.

Para o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), o depoimento do delegado revelou que a polícia está ingerindo mais informações do que tem capacidade de absorver e que as interceptações precisam ser melhor fiscalizadas pelo Ministério Público. 

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