CPI dos Grampos quer ouvir juiz e delegado da Operação Satiagraha

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas poderá convocar para prestar depoimento o delegado da Polícia Federal Protógenes Pinheiro de Queiroz, responsável pelo inquérito da Operação Satiaghaha, e o juiz da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Fausto Martins De Sanctis, que decretou a prisão dos 17 suspeitos do suposto esquema chefiado pelo banqueiro Daniel Dantas.

Agência Brasil |

Os requerimentos para a convocação do delegado e do juiz serão colocados em votação nesta terça-feira pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). Itagiba também colocará em votação os pedidos de convocação apresentados pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), na semana passada, do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação da Presidência da República).

Se os requerimentos forem aprovados, os convocados terão obrigação de comparecer à CPI. O presidente da comissão disse que conversou com o juiz Fausto De Sanctis, na semana passada, e que ele teria se colocado à disposição para prestar esclarecimentos à CPI.

De acordo com Itagiba, o foco dos questionamentos a serem feitos ao juiz e ao delegado, pela CPI, será a suspeita de realização de interceptação telefônica ilegal pelos acusados. Queremos saber se os suspeitos cometeram o crime de interceptação ilegal, disse o deputado Marcelo Itagiba.

A mira da CPI é a acusação de que Daniel Dantas teria contratado a empresa americana Kroll para espionar autoridades brasileiras na fase que antecedeu a mudança de controle acionário da Brasil Telecom. Um dos grampeados teria sido o ministro Gushiken.

Já a convocação de Nahas está ligada à denúncia de que a Telecom Itália teria pago propina a autoridades brasileiras por meio do investidor, que trabalhava como consultor da empresa. A suspeita da Polícia Federal é de que Nahas teria sido o responsável por receber o dinheiro e distribui-lo para as autoridades brasileiras.

O deputado Fruet também pediu que a Câmara dos Deputados encabece um pedido, por meio de canal diplomático, para que a denúncia de pagamento de propina, feita à Justiça da Itália, seja encaminhada ao Brasil.

O deputado solicitou diretamente à Kroll informações sobre a atuação da empresa no Brasil. Ele quer que a empresa forneça seus relatórios sobre as investigações no Brasil. O outro pedido foi endereçado à Polícia Federal, solicitando documentos apreendidos em diligências aos escritórios da Kroll, durante a Operação Chacal.

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