BRASÍLIA - O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda poderá ser indiciado por crime de desobediência, caso não compareça à reunião da CPI dos Grampos marcada para esta quarta-feira, segundo o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

Lacerda foi convocado a depor à CPI dos Grampos sobre a participação da Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Trabalhando como adido policial na embaixada do Brasil em Portugal, Lacerda telefonou para o secretário do colegiado e avisou que não irá comparecer à Câmara dos Deputados.

Paulo Lacerda também ingressou com um pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser ouvido por carta rogatória, no lugar de participar da CPI pessoalmente.

Na reunião desta terça da comissão seria votado um requerimento apresentado por deputados da base governista que queriam dispensar Lacerda do depoimento. A reunião foi encerrada sem analisar o pedido e o depoimento de Paulo Lacerda foi mantido para ocorrer na quarta-feira.

Se o habeas-corpus não for decidido antes do início da reunião e o requerimento de dispensa não for aprovado, Marcelo Itagiba pedirá ao relator da comissão, deputado Nelson Pellegrino (PT-MA), que inclua no relatório final da CPI o pedido de indiciamento de Paulo Lacerda por crime de desobediência.

Pellegrino promete entregar seu relatoria na próxima semana e o parecer será encaminhado para o Ministério Público.

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