Sem ter produzido até aqui nenhuma investigação com potencial de desgastar o governo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos foi prorrogada por mais 60 dias, descontado o período de recesso parlamentar. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), referendou requerimento já aprovado pela comissão com o pedido de adiamento das atividades até março de 2009 e prorrogou o funcionamento da CPI, prevista para terminar amanhã.

O requerimento aprovado por Chinaglia tinha sido assinado pelos líderes de todos os partidos da Casa. Para referendar a decisão, ele não precisou consultar o plenário. "Houve uma solicitação da própria CPI para a prorrogação. Na primeira prorrogação, havia elementos de disputa, por isso condicionei esta tarefa à opinião dos líderes. Me trouxeram uma lista com todos os líderes concordando com a prorrogação, por isso já prorroguei os trabalhos", afirmou Chinaglia.

O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que vai usar o período do recesso legislativo, entre dezembro e fevereiro, para elaborar o relatório final da comissão. "Vamos dedicar a próxima semana para ouvir juristas no que diz respeito às escutas. Em fevereiro e março, haverá a apresentação do relatório final. Vou aproveitar o recesso para analisar documentos."

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