CPI dos grampos discute relatório final nesta terça-feira

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas (CPI dos grampos) reúne-se nesta terça-feira, às 14h30, para retomada da discussão e votação do relatório final dos trabalhos. A relatoria da CPI deverá ficar com a deputada Iriny Lopes (PT-ES), já que o titular do cargo, Nelson Pellegrino (PT-BA), licenciou-se nesta segunda da Câmara para assumir a Secretaria de Justiça da Bahia.

Agência Brasil |

Na reunião, além do relatório de Pellegrino, serão discutidos quatro votos em separado apresentados na última semana: pelo P-SOL, por deputados do PSDB e do PPS, pelo deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) e pelo próprio presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

Os deputados do PSDB e PPS sugerem o encaminhamento ao Ministério Público para punir, por improbidade administrativa e por omissão, os agentes públicos Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha e o agente da Abin Márcio Seltz, entre outros.

Já o voto em separado apresentado por Laerte Bessa pede o "desindiciamento" de algumas pessoas incluídas no relatório de Pellegrino, entre elas o sargento Idalberto Martins de Araújo. Bessa também propõe a rejeição de parte do relatório.

O voto em separado do P-SOL pede que seja excluído do relatório o pedido de indiciamento do sargento Idalberto Martins de Araújo e defende o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, controlador do banco Opportunity, por interceptação telefônica ilegal.

O voto em separado de Itagiba, que ainda não foi entregue à CPI, propõe o indiciamento de Dantas e dos delegados Paulo Lacerda, Protógenes Queiroz e Milton Campana. Itagiba disse que seu voto tem mais de 60 páginas e que pretende ler todas na reunião.

Embora Pellegrino não tenha acolhido os votos em separado, o novo relator poderá incorporar no relatório final sugestões constantes deles. No entanto, Pellegrino já adiantou que seu relatório faz um diagnóstico completo dos trabalhos realizados pela CPI. Ele também informou ser contrário a propor o indiciamento de pessoas que já foram indiciadas pela Polícia Federal.

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