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CPI dos Grampos convida jornalistas da revista Veja para depor

BRASÍLIA - A CPI dos Grampos aprovou um requerimento convidando os repórteres Expedito Filho e Policarpo Júnior, da revista Veja, para depor na Comissão. Os dois foram responsáveis pela matéria que denunciou e imputou à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a realização de grampos contra o ministros do Supremo, da República e senadores.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Ao contrário dos requerimentos de convocação, os dois repórteres foram convidados, e podem comparecer, ou não, à CPI. A aprovação do convite também não foi unânime no plenário da Comissão. Alguns deputados entenderam que, devido ao direito ao sigilo da fonte, os depoimentos não seriam proveitosos.

Morosidade no Congresso

Em depoimento, Campana disse que a falta de um regimento interno para a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional dificulta a fiscalização da Abin. Ele lembrou que o órgão foi criado em 2000, mas que até hoje aguarda aprovação de seu estatuto de funcionamento.

"A Comissão foi criada em 21 de novembro de 2000, mas não tem um regimento interno. Em agosto de 2001, o presidente da Comissão, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apresentou projeto de regimento interno. Ele tramita e não foi levado ao Plenário. A não aprovação dificulta o cumprimento da fiscalização da Abin e de qualquer órgão do Sistema Brasileiro de Inteligência", disse.

A afirmação de Campana vai de acordo com trechos do depoimento do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Jorge Félix, que depôs ontem na CPI. Ele criticou o Congresso dizendo que a cada legislatura os parlamentares são convidados para ir à Abin discutir as ações estratégicas e de controle da instituição, mas que até hoje o encontro nunca ocorreu.

Compra de equipamentos

Ao iniciar os trabalhos da CPI nesta quarta, o presidente da Comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que o depoimento de Milton  Campana pode esclarecer se a Abin comprou ou não, em parceria com o Exército brasileiro, equipamentos capazes de grampear telefones, e não somente fazer varredura contra escutas, conforme foi divulgado na reunião da terça-feira passada.

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