CPI das Milícias vai ouvir acusados de atentado no RJ

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio que investiga a atuação das milícias no Estado vai ouvir na semana que vem dois homens presos acusados de confeccionar uma bomba caseira que foi jogada contra a 35ª Delegacia de Polícia, no último dia 11. A decisão foi tomada hoje, durante a primeira reunião da CPI, presidida pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL).

Agência Estado |

Na reunião, também ficou estabelecida a criação de um disque-milícia, que começará a funcionar na semana que vem, para que moradores de áreas dominadas por milicianos possam fazer denúncias anônimas.

A CPI foi criada dias depois de uma equipe formada por repórter, fotógrafo e motorista do jornal "O Dia" ser torturada por milicianos da favela do Batan (zona oeste), depois de ser identificada enquanto fazia uma reportagem sobre a atuação de policiais militares no grupo. "Outro ponto importante aprovado foi o calendário de trabalho, que vai nos permitir trabalhar durante o recesso de julho. Essa é uma decisão bastante positiva. Nós vamos ainda oficiar uma série de pessoas e organizações - como jornais, centros de pesquisa acadêmica, intelectuais que trabalham na área de Segurança Pública - para que nos enviem documentos com informações sobre a atuação desses grupos. A idéia é criar um diagnóstico que nos propicie a possibilidade de definir propostas concretas sobre o tema", afirmou Freixo.

O deputado disse que amanhã será encaminhado à Polícia Civil um ofício solicitando a presença de Antônio Santos Salustiano, de 43 anos, e o sobrinho dele, Ocian Gomes Ranquine Salustiano, de 20 anos, que foram detidos no dia seguinte ao atentado em uma casa em Campo Grande, suspeitos de fabricar a bomba. Na ocasião, o delegado Marcus Neves, que apura o caso, afirmou que ambos depuseram que o artefato foi confeccionado a mando do deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM). Guimarães nega o envolvimento com milícias.

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