CPI das milícias vai apurar existência de organizações criminosas em Jacarepaguá

RIO DE JANEIRO ¿ A CPI das milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) vai investigar a existência de organizações criminosas em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio. A área foi citada nesta quinta-feira pelo titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), Cláudio Ferraz, como uma das regiões mais lucrativas para as milícias.

Redação |

De acordo com o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSol), o depoimento do policial foi fundamental para que a comissão possa começar a estudar outra comunidade baseada numa informação oficial.

Vamos convidar o delegado da 32ª DP (Jacarepaguá) e isso já nos permite partir para outros diagnósticos. O objetivo da comissão é fazer uma análise global sobre a ação desses grupos, e não se limitar a uma só região, explicou.

Além de fazer uma conceituação sobre crimes organizados e as milícias, o delegado da Draco destacou que a solução para o fim da atividade em questão, e também do tráfico, deve ser baseada em ações sociais, em controle externo e interno das Polícias e de profissionalização do exercício policial.

Precisamos de um conjunto de medidas. A abordagem tem que ser sistêmica e não é necessário inventar nada. Temos modelos a serem copiados como, por exemplo, o de Chicago, de Nova Iorque e de Washington, citou.
Ferraz disse ainda que não adianta contratar mais policiais para as polícias, enquanto houver a atual estrutura.

O que existe hoje é um ambiente propício para que o policial ingresse nas atividades ilegais. Você tem servidores desmotivados, mal remunerados e que buscam um segundo emprego para se sustentar. Recrutar policiais nesse ambiente significa dar a um maior número de profissionais a possibilidade de ingressar no meio escuso, avaliou o delegado.

A CPI das milícias ainda pretende ouvir o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o delegado da 32ª DP, o procurador-geral de Justiça do estado, Marfan Martins Vieira, e o promotor de Santa Cruz.

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