CPI da Petrobras pode gerar problemas para o setor, diz Sinaval

BRASÍLIA (Reuters) - A criação da CPI da Petrobras no Senado é um absurdo e pode prejudicar os fornecedores da companhia, alertou na quarta-feira o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Santana da Rocha. Isso chocou muito a nossa indústria, principalmente o nosso segmento, que pode ter problemas em função de alguns desavisados desse país, afirmou Rocha durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados nesta manhã sobre os investimentos da Petrobras para o período 2009-2013.

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Ele, que destacou a "seriedade e honestidade" da estatal durante a audiência, pediu aos integrantes da bancada parlamentar que defende os interesses do setor no Congresso que se mobilizem para criticar a instalação da comissão.

"Essa CPI é contra os princípios do desenvolvimento do país, que está precisando de ter uma redução na sua conta/frete", afirmou o presidente do Sinaval

"A indústria naval demonstra a sua indignidade em relação ao que está acontecendo no país com um cliente potencial, que é a Petrobras, que pensa em desenvolvimento, traz tecnologia, traz conteúdo nacional e gera emprego", afirmou.

Rocha, que fez as declarações ao lado do diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse aos deputados presentes na audiência pública que a investigação política poderá afetar a produção do petróleo do pré-sal e a criação de novas vagas de trabalho.

"A crise (financeira global) não nos atingiu. Vamos conseguir que a CPI não afete os investimentos do setor naval", concluiu o presidente do Sinaval.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Denise Luna)

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