Com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras instalada, o PMDB deu ontem sinais de independência em relação ao Palácio do Planalto. Com 3 senadores entre os 11 titulares, o partido será fiel da balança na comissão.

Diante da vontade do PT em tratorar a oposição e domar as investigações, o PMDB quer que a comissão funcione como instrumento de barganha com o governo. Ontem, um racha na base governista impediu os partidos aliados de indicar seus representantes na comissão aberta para investigar supostas irregularidades na estatal e na Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Além de uma briga entre o PMDB do líder Renan Calheiros (AL) e o PT comandado pelo senador Aloizio Mercadante (SP), a base aliada também não consegue se entender em torno de uma estratégia para conduzir a comissão. Setores expressivos do PT e do governo apontam para a tática do rolo compressor, enquanto peemedebistas dizem rejeitar a ideia de uma CPI chapa-branca, com governistas na presidência e na relatoria.

Com tantos problemas, a definição deve se arrastar até a próxima semana. Se prevalecer a tese do PMDB, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) tem boas chances de ser eleito presidente da comissão. “O nome dele é palatável. Precisamos de tempo para conversar e baixar a temperatura”, confirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). A boa vontade do PMDB em dividir o comando da CPI com a oposição tem um limite. Os tucanos, que radicalizaram para forçar a abertura do inquérito, terão de ficar fora da presidência. Da relatoria, o governo não abre mão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.